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Realidade virtual ajudará pacientes no tratamento oncológico no Hospital Dilson Godinho

O Hospital Dilson Godinho inova mais uma vez no atendimento, cuidado e bem-estar do paciente.
Iniciando a partir deste mês o uso de óculos de realidade virtual durante seções de quimioterapia, radioterapia e no acompanhamento domiciliar – através do grupo de Cuidados Paliativos Mãos que Cuidam – do paciente em tratamento oncológico. O objetivo da iniciativa é aliviar a dor das pessoas durante o tratamento, possibilitando que elas consigam vivenciar experiências e sonhos, imersos no mundo virtual, reduzindo incômodo e desconforto durante os procedimentos de saúde.

 

      

 

As ferramentas de realidade virtual estão cada vez mais inseridas no dia a dia das pessoas, inclusive no universo médico. No Brasil, já existem laboratórios que utilizam o sistema para amenizar o receio das crianças na hora da coleta do sangue. Em Montes Claros, será a primeira experiência realizada em um hospital. Em fase de testes, o objetivo da instituição é garantir outros óculos ainda neste primeiro semestre para ampliar o benefício a um número maior de pacientes; a tecnologia será disponibilizada de forma gratuita, especialmente aos pacientes SUS.

Érika Romina, coordenadora de enfermagem do projeto Mãos que Cuidam, explica a importância do uso da realidade virtual com os pacientes em tratamento de câncer. Segundo ela, a tecnologia provoca uma espécie de relaxamento virtual, onde o assistido passa a não mais pensar no procedimento ou dor, estimulando sensações positivas.

“Vai humanizar ainda mais o tratamento que é ofertado a ele. As aplicações são no entretenimento do paciente e, principalmente, no tratamento da dor aguda. Quando formos realizar algum procedimento, que possa causar maior incômodo ou dor ao paciente, a gente vai usar este equipamento para diminuir a dor; é como se estivéssemos enganando o cérebro dele, naquele momento”, destaca.

No tratamento de dores crônicas, a tecnologia, aliada a uma reprodução de imagens mais leves, ajuda na liberação de endorfina, hormônios que diminuem a dor, reduzindo o uso de medicamentos pelo paciente, como a morfina. “Certamente o paciente tem um ganho enorme, ao reduzir sua dor e reduzir o uso de morfina. Além do que, através do equipamento podemos realizar sonhos destas pessoas, como levá-las até um passeio virtual na praia, conhecer cidades, etc.”, afirma o cirurgião oncológico Cláudio Henrique Gomes.

Fotos: Hospital Dilson Godinho/Divulgação