Hospital da Baleia oferece tratamento gratuito para crianças com lábio leporino

Há 15 anos, a instituição é referência no tratamento multidisciplinar para minimizar o sofrimento dos pacientes com fissuras labiopalatinas

Bebês, de diferentes partes do Estado de Minas Gerais que nascem com lábio leporino são acompanhados até completarem 18 anos no CENTRARE (Centro de Tratamento e Reabilitação de Fissuras Labiopalatais e Deformidades Craniofaciais), localizado no Hospital da Baleia. Inaugurado em 2004, a clínica apresenta números importantes: por ano, são mais de 350 novos casos, uma média de 350 cirurgias, 6.800 atendimentos e somam-se mais de 5 mil pacientes cadastrados.
“Contamos com os profissionais necessários no atendimento desses pacientes – CENTRARE. Ela é formada por cirurgiões plásticos, dentistas, ortodontistas, cirurgia bucomaxilofacial, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, enfermagem, nutrição e assistentes sociais”, explica o cirurgião plástico e coordenador do CENTRARE, Hugo Rodrigues. Além disso, o  CENTRARE foi reconhecido pelo Ministério da Saúde, em 2006, como centro de referência de alta complexidade no tratamento de pacientes com fissuras labiopalatinas.
As fissuras labiopalatinas são os defeitos congênitos mais comuns entre as malformações que afetam a face do ser humano. No geral, a deformidade compromete a fala, a audição, a respiração e a deglutição. No hospital da Baleia, o paciente passa por uma triagem que ocorre semanalmente, já  o plano de tratamento é estabelecido e os pacientes são encaminhados de acordo com o protocolo de tratamento. “A primeira cirurgia deve ser a correção da fissura labial entre 3 e 6 meses e o palato entre 12 e 18 meses. O seguimento é até a idade adulta e outras cirurgias são necessários durante o desenvolvimento dos pacientes.Além da melhoria na saúde, o tratamento contribui para a ressocialização e a construção da autoestima desses indivíduos portadores de deformidades craniofaciais”, afirma o cirurgião.
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