Planejamento da alta se torna estratégia para hospitais filantrópicos mais eficientes

Com o aumento da ocupação hospitalar, da demanda por leitos e da busca por maior eficiência nos fluxos assistenciais, a previsão de alta hospitalar passou a ser um dos pontos centrais na gestão clínica moderna. Planejar a saída do paciente com antecedência e segurança não é mais uma opção — é uma necessidade estratégica.

Para aprofundar esse tema e apresentar caminhos práticos para hospitais que desejam qualificar seus processos, conversamos com o Dr. Vinícius Sabedot Soares, Gerente Médico da Eficiência Hospitalista, empresa parceira da Federassantas e referência em projetos de gestão de leitos e tempo de permanência.

Ao longo da entrevista, ele compartilhou os principais desafios enfrentados nas instituições, os impactos da falta de previsibilidade — e as estratégias que transformam a previsão da alta em um instrumento de cuidado mais seguro, eficiente e humano.

 

Federassantas: Dr. Sabedot, por que a previsão de alta é um tema tão importante na gestão hospitalar?

Dr. Vinícius Sabedot:
Porque cada dia a mais de internação importa — e não apenas financeiramente. Um pernoite hospitalar adicional eleva em média 2% o risco de infecção hospitalar. Além disso, quando um leito permanece ocupado por alguém que já poderia ter alta, ele deixa de estar disponível para quem precisa. É uma questão de segurança, acesso e eficiência.

Federassantas: O que mais dificulta a previsão assertiva da alta nos hospitais?

Dr. Vinícius:
A falta de um plano terapêutico estruturado e coordenado. Muitas vezes, não há uma data provável de alta definida. Cada profissional atua com uma lógica própria, sem integração. E aí o paciente permanece internado além do necessário. Vejo isso com frequência em hospitais de diferentes perfis e regiões.

Federassantas: Então a previsão da alta deveria fazer parte do plano terapêutico desde o início?

Dr. Vinícius:
Exatamente. A previsão precoce e realista da data de alta deve ser definida no início da internação. Isso orienta o cuidado e mobiliza a equipe em torno de metas clínicas. E não se trata de adivinhação. É método, experiência e escuta atenta — tanto do paciente quanto da família.

Federassantas: O senhor fala em “prontidão para a alta”. O que esse conceito envolve?

Dr. Vinícius:
Prever a alta não é suficiente. É preciso garantir que o paciente e sua família estejam preparados para ir para casa. Isso inclui:

  • Compreender o plano de cuidados pós-alta
  • Ter suporte familiar ou cuidador disponível
  • Garantir que o domicílio esteja adaptado
  • Sentir segurança e confiança para continuar o tratamento fora do hospital

Sem isso, a alta pode atrasar — mesmo que o paciente já tenha condições clínicas.

Federassantas: Quais estratégias os hospitais podem adotar para melhorar a assertividade da previsão de alta?

Dr. Vinícius:
Existem várias, mas destaco cinco principais:

  1. Antecipar necessidades desde o primeiro dia: adaptação do lar, disponibilidade de cuidadores, encaminhamentos à rede.
  2. Trabalhar de forma multidisciplinar: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais — todos têm papel na construção da alta.
  3. Utilizar protocolos e ferramentas de apoio: checklists, dashboards de leitos, sistemas que auxiliam na tomada de decisão.
  4. Ter flexibilidade com responsabilidade: a data de alta pode mudar, mas o plano precisa existir e ser atualizado.
  5. Assumir compromisso com metas clínicas: o médico assistente precisa ter coragem de projetar uma data de alta desde o início.

Federassantas: O que muda quando a previsão da alta é bem feita?

Dr. Vinícius:
Tudo. Para o paciente, é mais segurança, menos riscos e um retorno mais tranquilo ao lar. Para a equipe, é foco, organização e menos sobrecarga. E para o hospital, é giro de leitos, redução de custos e ampliação da capacidade de atendimento. Todo o sistema se beneficia.

Federassantas: Como a Eficiência Hospitalista aplica esse conceito nos hospitais onde atua?

Dr. Vinícius:
Fazemos isso em todos os nossos projetos, desde a implantação do Escritório de Gestão de Altas®, até a atuação hospitalista no cuidado clínico e cirúrgico. Trabalhamos com dashboards de leitos, rounds com foco em previsão de alta e capacitação das equipes para atuar com metas terapêuticas. O plano de alta deixa de ser o final da internação — e passa a ser o começo do cuidado.

Federassantas: E qual mensagem final o senhor deixaria para os hospitais mineiros?

Dr. Vinícius:
Previsão de alta não é chute, é método. E pode ser o diferencial entre um hospital sobrecarregado e um hospital que cuida com qualidade e fluidez. A boa notícia é que isso é possível — com organização, colaboração e decisão estratégica.

 

Quer conhecer as soluções da Eficiência Hospitalista para qualificar a gestão de altas na sua instituição?
Entre em contato com a Eficiência Hospitalista, empresa parceira da Federassantas.

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