Durante entrevista coletiva virtual, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, apresentou o panorama epidemiológico da Covid-19 no Estado. Segundo Informe Epidemiológico publicado, 10.939 casos foram confirmados para a doença.
O secretário de Estado ainda prestou esclarecimentos sobre a possibilidade de transferência de pacientes de uma Macrorregião Sanitária para outra, por eventual alta demanda por internações.
“Uma vez que nós consideramos que o sistema de saúde é único e nós podemos migrar com pacientes conforme a demanda, ou seja, se nós estivermos com uma região com uma ocupação muito grande, nós temos condição de lançar mão de fazer o encaminhamento desses pacientes para outras regiões”, explicou o secretário.
Carlos Eduardo Amaral ainda apresentou os dados por taxa de ocupação de leitos em Minas. No momento, estão cadastrados no SUS Fácil e com produção 12.026 leitos clínicos e 2.695 leitos de UTI. Há 266 pacientes internados em leitos de UTI, em decorrência da Covid-19 ou por suspeita da doença e a taxa de ocupação está em 9,87%. Em relação aos leitos clínicos, são 738 pessoas internadas em decorrência da Covid-19, ou por suspeita da doença e a taxa de ocupação está em 6,14%. A taxa de ocupação geral de leitos de UTI está em 69,91% e de leitos clínicos está em 68,43%.
Amaral adicionou que, em decorrência da dinâmica hospitalar, com trocas de turnos, podem ocorrer algumas distorções, o que demanda trabalho de refinamento das informações para apuração das taxas. “Às vezes, o paciente já teve alta hospitalar ou já teve alta da terapia intensiva, mas não foi lançada no sistema e isso às vezes traz uma confusão do ponto de vista interpretativo. Isso com certeza, se vocês acompanharem, às vezes verão que tem alguns leitos com uma ocupação muito grande. Então, nesse sentido, nós precisamos sempre tratar quando há alguma sinalização”, afirmou.
Para o gestor, de forma geral, o que configuraria um ponto de alerta seria quando se verifica uma taxa de ocupação que passe a casa dos 90%, com permanência nesse patamar. “Ultrapassando esse número, com a taxa de ocupação ficando fixa nessa casa, se não tiver um outro motivo que possa justificar o índice, ou seja, se for verificada efetivamente uma demanda crescente, isso sim nos chama atenção no sentido de nós passarmos para outras fases do plano de contingência. Nesse contexto, havendo necessidade, nós podemos transportar pacientes com a Covid-19 ou pacientes com outras doenças no sentido de desocupar o leito para tratamento”.
Veja reportagem completa em https://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/story/12854-saude-explica-sobre-fluxo-de-gestao-de-leitos-em-relacao-a-covid-19