Com cirurgias adiadas e alto custo da Covid-19, hospitais privados temem fechar

Com as cirurgias eletivas adiadas por causa da pandemia do novo coronavírus e a baixa procura por tratamentos, os hospitais particulares relatam riscos de fechamento por falta de caixa. As despesas com internamento de pacientes com a Covid-19 e a alta nos custos de materiais também colocaram em xeque a saúde financeira dos estabelecimentos.

A queda da receita e aumento das despesas pelo terceiro mês seguido estão gerando rombos milionários nos caixas, o que pode levar à insolvência das unidades. “A partir do mês que vem, o fluxo financeiro dos hospitais entra em colapso. Teremos uma queda de aproximadamente 50% da receita, enquanto que a despesa se mantém. Um hospital tem mais ou menos cerca 70% de custos fixos”, explica Flaviano Ventorim, presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná e do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná.

Isso ocorre porque, logo no início da pandemia no Brasil, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) orientou hospitais a suspenderem e adiarem consultas, exames e cirurgias não urgentes para evitar sobrecarga do sistema e liberar leitos para pacientes da Covid-19.

A partir de então, as clínicas passaram a realizar apenas procedimentos de emergência ou mais graves. As cirurgias eletivas, contudo, representam a maior receita e margem de lucro entre todos os procedimentos hospitalares, o que dilui os custos fixos.

Diretor-executivo da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Bruno Sobral destaca que o setor já vinha em crise há pelo menos dez anos, e ao menos 34 mil leitos foram desativados nesse período, principalmente na rede filantrópica. Com a pandemia, a situação se agravou.

Veja reportagem completa em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/06/com-cirurgias-adiadas-e-alto-custo-da-covid-19-hospitais-privados-temem-fechar.shtml

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