PREFEITURA DE BELO HORIZONTE RECONHECE IMPORTÂNCIA DOS FILANTRÓPICOS

Secretário municipal de saúde afirma que SUS não funcionaria se não fossem os hospitais filantrópicos

Durante coletiva de imprensa realizada hoje (09/02), na prefeitura de Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil e o secretário municipal de saúde, Jackson Machado Pinto, destacaram a importância das instituições filantrópicas para a saúde pública do município. O secretário de saúde disse: “os hospitais filantrópicos são a grande porta de entrada do SUS em Belo Horizonte. O SUS não funcionaria se não fossem os hospitais filantrópicos”.  Machado afirmou que os recursos que a prefeitura dispõe, não são suficientes para dar as instituições filantrópicas o valor que elas merecem receber. Segundo ele, a ausência de reajuste da tabela SUS, há alguns anos, impede que a prefeitura dê maiores incentivos aos filantrópicos que não são 100% SUS.

Prefeito e secretario apresentaram a criação do “Comitê gestor de qualidade e compliance”, um projeto da prefeitura e da secretaria municipal de saúde para melhorar o trabalho de gestão hospitalar da cidade e fazer melhor uso e execução do dinheiro público na saúde. O comitê tem como objetivo fazer um levantamento de informações dos hospitais, reduzir custos, melhorar a qualidade do trabalho e maximizar o atendimento à população.  Segundo o secretario, “nossa ideia é que este seja um mecanismo absolutamente transparente que possa ser colocado, por exemplo, no site destes hospitais, para que todos possam ter acompanhamento e ter noção do que acontece dentro de cada um deles”. De acordo com ele, o projeto terá representantes de cada hospital e representantes da secretaria municipal de saúde, sob presidência de Jomara Alves Silva. Ainda de acordo com ele o projeto deve se estender também para todos os hospitais que prestam serviço ao SUS.

Sobre o comitê, o secretario afirmou que o projeto “poderá fornecer subsídios para uma gestão mais adequada e vai oferecer a todos esses hospitais, ferramentas para que possam melhorar seu desempenho e principalmente que ofereçam a possibilidade de acompanhar as contas desses hospitais”. O secretário disse também, que os filantrópicos que quiserem aderir ao comitê serão bem-vindos e que conta com a participação e adesão de todos ao programa.

Em relação ao atraso de pagamentos, Machado afirmou que as instituições estão com os recebimentos em dia e que há atraso apenas no repasse de cirurgias eletivas, mas que já está sendo feito um cronograma de pagamento para regularizar a situação.

 

PREFEITURA DE BH ESPERA RECEBER R$ 418 MILHÕES DO GOVERNO FEDERAL PARA A SAÚDE 

Durante a coletiva, Kalil afirmou que a União deve R$ 209 milhões à secretaria de saúde do município. O valor corresponde à verba de um orçamento federal do ano de 2016 e, somado ao valor estimado para 2017, resulta em um montante de R$ 418 milhões para a saúde da capital. 

Segundo o secretário, o valor será aplicado principalmente para os hospitais 100% SUS e viabilizarão a realização de cirurgias eletivas, consultas, pagamento de medicamentos e será  empregado para o pleno funcionamento dos hospitais. O prefeito afirmou que na próxima semana estará em Brasília para conversar com o presidente da república e o ministro da saúde, para “tratar do repasse e do reajuste do dinheiro para a saúde de BH, que é a saúde de Minas Gerais”.

Durante a coletiva o prefeito mostrou-se preocupado com o modelo de contrato do hospital metropolitano Dr. Célio de Castro, na região do Barreiro. Segundo ele, a parceria público-privada (PPP) do hospital, hoje com 80 leitos, custa, mensalmente, R$ 7 milhões à prefeitura sem incluir os serviços médicos. Questionado sobre a atual situação da saúde pública no país, o prefeito afirmou que Belo Horizonte não entrará nesta crise e que “é uma preocupação da prefeitura realizar uma saúde melhor, mais humana e mais decente para a população”.

Prefeito Alexandre Kalil, secretário municipal de saúde, Jackson Machado Pinto e secretário de obras, José Valadão
Prefeito Alexandre Kalil, secretário municipal de saúde, Jackson Machado Pinto e secretário de obras, José Valadão

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