Sem Santas Casas atendimento ao SUS seria praticamente impossível

Amanhã, 15/08, é comemorado o Dia Nacional das Santas Casas de Misericórdia. No Brasil, essas entidades existem desde meados de 1540, quando chegaram através dos colonizadores portugueses.

Em Minas Gerais existem, hoje, 313 hospitais filantrópicos. São 71 Santas Casas e Irmandades que representam 22% desse total e, ainda, cerca de 15% de todos os hospitais no estado. Para entender a importância dessas instituições, em muitas cidades mineiras, a única unidade de saúde que presta serviço à população são as filantrópicas.

Minas fundou sua primeira casa de misericórdia em 1734, em Ouro Preto. Anos depois, a cidade de Sabará também ganhou um hospital filantrópico, que sobreviveu por décadas graças aos donativos dos moradores. E Belo Horizonte só foi ter sua Santa Casa em 1899, com a doação de um terreno feito pela prefeitura para o funcionamento do hospital.

Já em 1986 é criada a Federassantas, que surge com a finalidade de “promover a união e a integração das Santas Casas, Hospitais Filantrópicos e Entidades de Filantropia e Beneficência do Estado de Minas Gerais”, e atender as necessidades dessas instituições, que representam 65% do total de hospitais no estado. Os hospitais filantrópicos lideram também em número de leitos, atendimentos, internações, cirurgias, partos, e são os principais prestadores de serviço ao SUS. A Federassantas é responsável ainda pela representação dessas entidades nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A FORÇA DAS SANTAS CASAS

A Santa Casa BH – maior hospital filantrópico 100% SUS de Minas Gerais – tem por finalidade atender a comunidade. A instituição ocupa posição de destaque nacional na realização de transplantes, tratamento nefrológico, cirurgias cardíacas em adultos e crianças,  e outros procedimentos. Por ano, são realizados cerca de 2,9 milhões de atendimentos: mais de 56 mil cirurgias, 447 mil consultas, 2,1 milhões de exames e 55 mil internações. O hospital mantém o atendimento por meio de convênios e contratos com o governo, além das doações feitas pela população.

Em Belo Horizonte, a Santa Casa BH e os demais hospitais sem fins lucrativos são imprescindíveis na prestação dos serviços de média e alta complexidade para pacientes do SUS de todo Estado. Em 2019, pessoas de 586 municípios mineiros (69% das cidades) foram admitidas na SCBH para internação clínica e cirúrgica. Além disso, a SCBH atendeu 109 cidades de outros estados brasileiros.

Antiga maternidade da Santa Casa de Belo Horizonte

 

ATENDIMENTO HUMANIZADO

A Santa Casa de Misericórdia de Passos é um hospital que há 156 anos se dedica em prol da comunidade do sudoeste mineiro, tendo como diferenciais a assistência de qualidade e o atendimento humanizado. O provedor da Santa Casa de Passos, Dr. Vivaldo Soares Neto explica a relevância da unidade para a região. “Atendemos a um território de saúde ampliado devido a nossa capacidade de trabalho. Em 2019 acolhemos a 101 cidades, oriundas das diversas regiões do estado, descreve o doutor.

Imagem da antiga e da atual fachada da Santa Casa de Passos

Em 2020, segundo a pesquisa da revista semanal norte-americana Newsweek, a Santa Casa de Misericórdia de Passos foi eleita como o 12º melhor hospital do Brasil de acordo com um levantamento realizado em 21 países. Sendo, em Minas Gerais, a única instituição de Saúde apontada entre os 41 melhores hospitais a nível de abrangência nacional.

FILANTROPIA EM FAVOR DA VIDA

Em 21 de setembro de 1871 institui-se a Irmandade Nossa Senhora das Mercês da Santa Casa de Montes Claros. Nascida em berço cristão, sob os cuidados das irmãs de caridade da Congregação do Sagrado Coração de Maria, norteadas pelos princípios da filantropia e o amor ao próximo. Em 148 anos ininterruptos de trabalhos dedicados a cuidar da saúde dos que a buscam, a Santa Casa de Montes Claros é, tanto pela soma histórica, quanto pelo desenvolvimento atual, a maior parceira da saúde do povo norte-mineiro. A importância social da Instituição, reconhecida pelos Governos é estendida pela vasta área de atuação, que abrange ainda os Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Sudoeste da Bahia, numa população compreendida em mais 2 milhões de habitantes.

Fachada da Santa Casa de Montes Claros

Como maior complexo hospitalar da região, realiza, em média, mais de 1 milhão e meio de atendimentos por ano. Somente em 2019 foram mais de 260 mil consultas, mais de 16 mil cirurgias, mais de 26 mil internações, mais de 1 milhão de exames e mais de 5 mil partos.

COMPROMISSO COM A POPULAÇÃO

As Santas Casas foram criadas com a missão de prestar assistência médica às pessoas mais necessitadas. Ofereciam atendimento aos pobres na doença, no abandono e na morte. Eram abrigados, além dos enfermos, os abandonados e marginalizados (crianças e velhos), e os excluídos do convívio social, como os criminosos doentes e pessoas com doença mental. De lá pra cá, a demanda cresceu ainda mais. Esses hospitais passaram a abraçar um número cada vez mais crescente de usuários da rede pública de saúde (SUS).

De acordo com a Confederação Nacional das Misericórdias do Brasil – CMB, atualmente, as Santas Casas fazem parte dos 2.100 hospitais sem fins lucrativos que prestam assistência para a população brasileira, e ainda respondem por 51% dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Por Raquel Gontijo – Assessoria de Comunicação da Federassantas, com colaboração das Assessorias das Santas Casas de Belo Horizonte, Passos e Montes Claros.